Adriana Torres

Porque Relacionar é preciso

Posted by Adriana Torres | June - 13 - 2010 | 4 Comments

Por Fernando Braga, Jr

Se entendi corretamente, as inúmeras inquietudes em relação à convocação feita por Dunga, estão concentradas no fato de que ele optou pela mediocridade ao invés da criatividade. Elegeu a experiência, que já se mostrou eficaz no passado, em lugar da possibilidade de retorno mais expressivo, que somente indivíduos excepcionais podem trazer.

Há algum tempo atrás em um almoço com uma das boas cabeças pensantes do Brasil, discutíamos como o estresse e a pressão da vida corporativa está fazendo com que muitos executivos tomem uma atitude semelhante à do Dunga.

Indivíduos que ‘valem o quanto pesam’, passaram a concentrar-se excessivamente no operacional, deixando a estratégia em segundo plano, e, pior ainda, colocando totalmente de escanteio a possibilidade de arriscar algo novo e fazer realmente diferença.

Claro que me refiro ao risco calculado, quando eventualmente até modelos matemáticos minimizam a possibilidade de erro, porém, a maior referência continua a ser a experiência e, sobretudo, o talento de profissionais de primeira linha. Ainda assim, em um mercado cada vez mais exigente, quem se arrisca a errar ?

Aos que estão resignados com a ‘Seleção do Dunga’ (sic) quero lembrar que mesmo ferramentas poderosas com o ‘six sigma não trazem em si garantia de 100% de acerto.

Quando deixamos de lado a possibilidade de correr riscos, optamos também por esquecer a nossa capacidade de superação, uma das forças mais poderosas que existem dentro do ser humano.

Durante seis anos tive a honra de servir à Coca-Cola Internacional e pude presenciar, ainda que parcialmente, a uma revolução em uma empresa que alguns anos antes havia cometido o que é intitulado por muitos como “o maior erro de marketing da história”.

Roberto Goizueta, o mesmo homem que bancou a ‘New Coke’, mostrou também como a superação é uma marca dos homens de talento e liderou a companhia por um período de crescimento e valorização sem precedentes.

Os críticos certamente dirão que sou um romântico falando de tempos que não voltam mais. Eu prefiro continuar acreditando que a possibilidade de sair do banzo corporativo, de ‘pensar fora da caixa’, de arriscar um pouco e de experimentar o novo é o que nos destaca como profissionais, e que nos torna homens mais completos.

Observação: O autor disponibilizou aqui a versão do post em inglês, confiram! Corporate “Banzo”

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4 Responses so far.

  1. Simone says:

    Muito bonito seu texto. Mas nem tanto ao céu e nem tanto ao mar. Achar o meio termo é sim o ideal, nada como a experiência mesclada com a juventude, não só no futebol como nas empresas também, aliás em tudo o que fazemos. E só quando ficamos experientes é que vemos isso.

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  2. Fernando says:

    Simone,

    Obrigado pelo comentário. Concordo com você 100% !

    Nada melhor que ‘balancear’ experiência e juventude. É exatamente isso que defendo no texto e na vida.

    Sds,

    FB

    [Reply]

    Adriana Torres Reply:

    Que delícia, agora eu posso comentar aqui…rs

    Caro Fernando,

    Repito o que já disse por email: adorei o post. Nesses “alguns” anos de mercado o que mais vi e vejo são empresas pensando “dentro da caixa”. Principalmente aquelas ligadas a setores tradicionais, que, com arrogância, acreditam já terem feito o “gol de placa” e agora é só administrar resultados. Jogam na retranca, se contentam com o 1 a 0, fazem o trabalho sem o brilho, a paixão de quem está no jogo não somente para ganhar, mas para apresentar um belo espetáculo e também se divertir, por que não?

    Outro dia, em uma palestra que ministrei no Uni-BH sobre marketing, eu dizia que as empresas que hoje estão fazendo mais sucesso são aquelas que começaram por diversão, não somente pensando no lucro. Google, twitter… Claro que o resultado é importante. Ninguém joga para perder, certo? Mas acredito muito que, tanto na vida pessoal quanto profissional, o dinheiro se torna consequência de um trabalho bem feito. E trabalho bem feito envolve paixão, técnica, inovação, alegria, habilidade, competência… #tudojuntomisturado, como dizem por aí.

    Já estou ansiosa pelo próximo post! Bjs Dri

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  3. Fernando says:

    Adriana,

    A Simone já comentou aí em cima que o importante é buscar o equilíbrio. Esse é o objetivo final de todo gestor (e, é claro, não é fácil chegar lá).

    Tem uma frase muito dita aqui nos EUA que fala sobre a importância de equilibrar o trabalho e a diversão (mesmo dentro do trabalho) : “Work hard, play hard”.

    Creio que isso resume um pouco do que você quis dizer.

    Vamos em frente !

    FB

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