Sei que isso parece título de texto de auto ajuda. E que está todo mundo cansado de ouvir/ler/falar sobre isso. Porém a cada dia percebo que, mesmo sendo um assunto tão debatido – poucas pessoas acreditam realmente.
O que é acreditar? De acordo com nosso querido dicionário significa crer em algo. Também significa afiançar, conceder reputação a, tornar digno de crédito. Enfim, é confiar que uma pessoa, informação, produto ou ideia é verdadeira (algumas pessoas acreditam que ambas as palavras – confiar e acreditar - possuem significado diferentes – bem, também acreditamos em coisas diferentes…)
Eu vejo a falta dessa crença na hora que o “bicho pega” para cada um de nós no dia a dia. E falo por mim mesma! É muito fácil acreditar em nós mesmos, em nossas verdades ou seja lá o que for, quando tudo está dando certo. Mas…basta aparecem as primeiras dificuldades e pronto: a maioria se descabela e desespera, acreditando agora que tudo está perdido, que nada vai dar certo… sim, mudamos nossas crenças como um passe de mágica!
Toda semana eu recebo currículos de pessoas em busca de vagas. Pessoas desconhecidas, que encontram meu site por mecanismos de busca ou indicação e os enviam – sem ler o início de cada post onde coloco os avisos referentes a este e onde sempre recomendo não enviar o currículo para meu email, pois eu não sou a recrutadora e somente posso divulgar currículos de pessoas indicadas por antigos membros do grupo – ou sejam, essas não lêem com a atenção devida. Paciência…
Outro dia fiz um comentário a respeito no twitter e a Lívia Dutra comentou no facebook (as duas plataformas estão interligadas) que isso acontece pelo desespero dos desempregados… Eu concordo. Sei que é desespero. E é por este motivo que faço este post. Porque o desespero, além de não ajudar, pode prejudicar muito quem está nessa busca!
Vocês vão dizer: “ah, é fácil falar, queria ver se você estivesse no lugar dessas pessoas“. Bem, eu posso dizer. Desde que minha mãe desencarnou, há quase dois anos, minha vida está uma verdadeira montanha russa emocional e profissional. Tomei algumas decisões baseadas nas mudanças que a partida dela provocou em minha vida e ainda não consegui me estabilizar. Esses primeiros meses de 2010 foram aterrorizantes, para ser mais do que sincera (e um pouco dramática, talvez, faz parte).
Não vou aqui entrar nos detalhes do que vem me acontecendo. Mas posso dizer que, por várias vezes, eu acreditava que estava vendo a luz no fim do túnel e era com mais horror que percebia ser este um outro trem pronto para me atropelar novamente! E não é papo de mineiro… =/
Sim, teve alguns dias em que eu levantei querendo sumir do planeta. Outros, em que sonhei ter ganhado na Sena e que tudo aquilo não passava de um pesadelo, tentando através de fantasias neuróticas me abstrair da realidade. Tive crises de choro. De mau humor. E, a pior delas (na minha visão): de total impotência perante a confusão toda em que me meti. Nada para mim pode ser mais chocante que me sentir de mãos atadas, diante de uma situação estressante. Tenho muito orgulho de ser uma pessoa independente e por ter conquistado tantas vitórias em minha vida. Sou uma pessoa de ação. Não aguento ficar parada diante de uma situação que me incomoda… ainda mais quando essa é totalmente contra tudo que aprendi e vivi desde que me conheço por gente!
Bem, qual era o resultado, nos dias em que eu deixava o desespero tomar conta? Eu mal conseguia trabalhar! Eu olhava para a tela do computador e meus sentimentos embaralhavam-se com os textos e as mil e uma atividades que eu precisava cumprir. Chorava por qualquer bobagem. Tinha enxaquecas terríveis e, para piorar, ainda brigava com as pessoas de quem eu mais gostava.
Ainda bem que foram poucos esses dias. Na verdade, eu me dou parabéns pela minha força de vontade e persistência. Sei que ainda estou longe da solução total dos meus problemas, mas percebo que consegui me controlar e administrar a situação em 90% desse período. E vejo também que minha fé – em mim, no próximo e em Deus - tem sido a grande alavanca que está conseguindo me tirar desse buraco negro…
Pensando em todo esse processo vivenciado, posto aqui algumas sugestões, lições que estou aprendendo nessa fase mais atribulada da minha vidinha insana:
- Diga não ao desespero: É realmente a primeira lição. Sabem aquela velha frase “Se você tem um problema e não tem como resolvê-lo, não adianta se preocupar. E, se você consegue resolvê-lo, para que se preocupar?” É por aí. Mas, pense principalmente no seguinte: no desespero perdemos as nossas principais competências. No caso de quem está em busca por uma nova oportunidade de trabalho, por exemplo: enviar emails ou ligar para recrutadores dizendo que “precisa desesperadamente daquele emprego” pode até comover, mas não irá ajudar. Empresas precisam de bons profissionais. Mas não são casas de caridade. Eu, quando estou no papel de recrutadora, fico emocionada com os pedidos, mas ao mesmo tempo me sinto constrangida. Ora, o recrutador deve atender a solicitação do seu superior e, se for um consultor, do seu cliente. Ele precisa fazer a melhor contratação, para que seu próprio serviço seja valorizado! O que você precisa pensar é: eu sou um profissional competente. A empresa tem muito a ganhar com minha experiência, garra e a vontade de fazer acontecer. É uma relação ganha ganha, sempre! (ok, nada de se achar também o melhor de todos, viu? Soberba é ainda pior que rastejar por migalhas…)
Alguns erros que já percebi de “candidatos desesperados”: enviam currículos com erros ortográficos (no currículo e no email); também o enviam sem uma carta de apresentação ou mesmo escrito em caixa alta (isso também pode ser por falta de conhecimento, mas fica a dica que não é legal); não observam o perfil solicitado (muitos recrutadores ficam chateados quando recebem cvs que nada têm a ver com o cargo); pressionam em demasia e chegam a ser deselegantes com o recrutador (isso é o fim, realmente). O pior é quando fazem SPAM. É como aquele cara que quer namorar todas: pegam uma lista de headhunters e empresas e enviam o currículo, como se fosse uma propaganda qualquer. Isso não funciona, acreditem. Uma sugestão? Escolham recrutadores que mais estejam afinados com a atividade que vocês realizam e mandem mensagens personalizadas, simpáticas e diretas. O retorno é maior, pois mostra profissionalismo.
- Tire o foco do problema: Quando estamos imersos em nossos problemas, precisamos parar um pouco de pensar a respeito. O foco não deve ser o problema e sim a solução. Mas, como pensar em soluções quando o mundo parece desmoronar à nossa volta? Uma dica que meu querido terapeuta atual me deu: Quando a angústia atingir o nível máximo, pare o que estiver fazendo. Assista um filme de comédia, um desenho animado, ou seja, faça qualquer atividade leve e relaxante que não exija o uso dos seus neurônios e que irá distrair sua mente por algumas horas… Quando você voltar, conseguirá enxergar melhor a situação!
- Peça ajuda: Amigo que é amigo não serve só pra beber e comemorar. É remédio super indicado também pra desabafar. Eu preciso me controlar nessas horas, pois tenho a tendência de me esconder e fugir dos amigos quando estou com problemas. Desta vez, resolvi agir de forma diferente. Procurei aqueles nos quais eu poderia confiar o tamanho dos meus problemas e desabafei. Além de ótimas sugestões, recebi muito carinho, afagos no ego e demonstrações de amizade que me fizeram seguir em frente! Nem sei como agradecer a cada um deles, pois com suas personalidades e competências tão diversas, cada um me ajudou como pôde. E, se estou conseguindo vencer a luta, devo a eles, sem dúvida!
- Planeje: Eu sempre falo do planejamento aqui. É minha especialidade. Mas a melhor forma de sairmos de uma situação ruim é planejarmos a “volta por cima”. Criar objetivos, metas, indicadores, planos de ação…incluindo aí as sugestões dadas pelos amigos a quem você pediu ajuda, aquele corte de despesas quando for o caso, o diagnóstico da situação (precisamos lembrar que se temos variáveis incontroláveis fora de nós, mas temos outras que estão sob nosso controle. E podem ter certeza, quando mudamos nossas atitudes, mesmo que mentais, mudamos nosso destino, sempre para melhor!) Veja o que VOCÊ pode fazer para melhorar a situação, sem ficar só de #mimimi (eu adoro o #mimimi, mas sua parte divertida, de zoação. Quando é de verdade, eu detesto, tanto meu quanto dos outros). Reclamar faz parte. Virar o chato que só sabe resmungar da vida, do governo, do mercado, do pai, da mãe… ninguém merece! A responsabilidade é sua! Por tudo que lhe acontece de bom e de ruim!
- Acredite! Tudo acontece como tem que acontecer. Passamos na vida por situações às vezes muito dolorosas, mas todas trazem aprendizados importantes. Acreditar que tudo que nos acontece é para o nosso bem, saber extrair o melhor de cada situação, sabendo que a energia do Universo ira conspirar em nosso favor se tivermos ânimo, pensamento positivo e lutarmos pelos nossos objetivos de forma corajosa e decidida!
E, para fechar esse post com uma chave de ouro, vai a música que todos os dias tem me embalado quando vejo o céu ainda carregado de nuvens escuras…
Boa sorte. E vamos em frente. Acreditar é preciso!
Bjs
Dri Torres




Acreditar é preciso e deixar Murphy amarrado no pé da cama tb rsrsrs Ótimo artigo, Dri, principalmente quando fala no desespero de quem está desempregado.
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Adriana Torres Reply:
May 18th, 2010 at 9:18 pm
hahahaha – figura…
Sim, acho que a crença em Murphy pode ser divertida, mas quando levada muito a sério, prejudica. Eu acredito que somos todos feitos de energia, estamos rodeados por ela e compartilhamos a mesma de variadas formas… e aí vai a lei de atração e repulsão: atraímos o que sintoniza com a gente, seja energia positiva, seja negativa…
Lembro de um livro que li (espírita) onde um palestrante relatava o caso de uma pobre mulher, que frequentava o centro. Não lembro muito bem do caso, só que ela era o tipo “reclamão”. Tinha uma vendinha no bairro onde morava mas o negócio ia de mal a pior. Quando ela mudou a postura dela, se tornou uma pessoa até mais agradável. A energia leve, alegre que ela conseguiu movimentar fez com que as vendas melhorassem, pois as pessoas começaram a se sentir bem em frequentar o local. Novos amigos surgiram e a ajudaram em algumas dificuldades que tinha… a energia é fundamental. Eu creio!
Bjs amiga e larga esse mau humor… a vida é boa demais!
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oi, Adriana, muito bom o seu texto.
Sabe, passei e passo por situação parecida. Depois do falecimento de minha mãe, resolvi tomar novos rumos profissionais, só que não sabia o que queria, mas sabia o que NÂO queria. Há dois anos estou numa nova empreitada, que vão desde de sair de um emprego com todas aquelas facilidades celetistas, mudar de estado e apostar num empreendimento novo com novos parceiros. É um trabalho de formiga, bem devagar, de conquistar confiança e principalmente de acreditar em nós mesmos. Entendo o desespero das pessoas, talvez já tenha cometido alguns erros, principalmente por pressão externa, de ter um bom emprego e já, seja qual for, mesmo longe de nossa satisfação. Tenho como apoio meu irmão que sempre repete: “o importante é manter a pipa no ar, chega o hora que o vento bate e você já está no caminho”. Bom trabalho o seu.
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Adriana Torres Reply:
May 19th, 2010 at 8:10 pm
Ei Patricia, engraçado como tivemos situações semelhantes… e no meu caso meu irmão tem sido um grande apoio também, além de muitos amigos que vem e dão aquela força.
Tem que ter paciência e perseverança, sempre. Eu cometi um milhão de erros. Mas fiz alguns acertos também e o principal foi apostar na minha felicidade… Isso não tem preço, como dizem!
Aproveito pra dizer que seu trabalho é o próximo da lista a ser divulgado no site. Você já conhece o grupo tem muito tempo e sabe que evito enviar muitas informações para não “atropelar a turma”. Então, desde que comecei a postar dicas de autônomos e micro empresas, além dos cvs, estou fazendo semanalmente. Já tenho dois na lista, além do que postei hoje (o próximo é o seu e na outra semana vem o de uma participante que trabalha com gestão de pessoas…).
Força aí que seu brother tem razão. É aquela velha frase – “faça a sua parte que eu lhe ajudarei…” E em breve estaremos juntas no novo NoB do twitterbh!
Bjs
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Boa tarde! Srta. Adrana Torres, Somente hoje conheci esse texto. Tenho certeza que desde da publicação até hoje o Mestre Jesus na sua imensa misericordia já a confortou. Parabéns e obrigado pelas dicas. Fique com o Mestre Jesus. Sucessos.
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Adriana Torres Reply:
April 22nd, 2011 at 5:21 pm
Oi Renato,
na verdade, quando escrevi o texto, já estava em um período mais tranquilo. Reconstruir demora, mas é importante essa demora para que as bases sejam bem sólidas, não é mesmo? O aprendizado foi grande e importante, agradeço ao Mestre por isso! E, o mais importante, que possa servir de apoio e auxílio para aqueles que também, um dia, precisarão passar pela mesma situação…
Fiquemos sempre com ele. É nosso “manual de sobrevivência”…rs
Abraço!
Adriana
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