Minha mãe, com a neta Debora no dia do batizado. A palavra mãe sempre me emociona. De um lado, por eu mesma não ter “parido”. Estamos no século XXI mas uma mulher que não teve filhos ainda é vista como um ser estranho. E sim, muitas vezes me sinto dessa forma. Por outro lado, a falta que minha mãe me faz é algo que se faz presente a cada dia. Em cada dificuldade ou alegria, é para ela que meu pensamento se dirige. Não sou mãe. Ok, crio uma sobrinha, dois cachorros, dou conselhos sentimentais, ajudo pessoas a encontrarem novas [ Leia mais ]
Quando eu tinha 18 anos, fiz terapia pela primeira vez. Eu tinha acabado de perder meu avô e quem já leu outros posts meus deve imaginar o quanto foi complicado esse período. Fui sua acompanhante, filha e amiga por quatro anos, ou seja, por toda a minha adolescência e, por vários motivos, sua ausência abalou seriamente minha estrutura, ainda tão frágil. Primeiro, porque eu o amava muito. E, mesmo acreditando que era uma separação temporária, me sentia desamparada sem sua presença. Mesmo doente, sua personalidade era marcante demais para não fazer falta. Segundo, pela culpa. Conviver com pessoas doentes não [ Leia mais ]
Sou saudosista, fato. Gosto de comida feita em fogão a lenha, de boleros antigos, de homens que abrem a porta do carro e de respeito para com os mais velhos. Amo a tecnologia e esse mundo louco em que vivemos, mas acredito que existem coisas boas no passado que não devem ser descartadas somente por serem “antiquadas”. Assim, vejo com grande carinho a velha mania de contratos de palavra. Se meu avô prometia algo a alguém, pode ter certeza que essa promessa seria cumprida. Afinal, as palavras tinham um valor incomensurável naquele tempo. Os contratos eram verbais, feitos na base [ Leia mais ]



