Nada como estrear meu blog falando sobre o assunto predileto dos internautas – a liberdade de expressão. E como ela pode oprimir, de forma tão contraditória a sua própria essência.
Vejam, não tenho a mínima vontade de retornar à época onde tudo era dito em surdina. Homossexuais eram invisíveis, ateus eram quase inexistentes em nossos círculos familiares e sexo – só entre quatro paredes. Imagine falar de política? Só comunista (que segundo as lendas, ainda comiam criancinhas).
O mundo deu voltas e mais voltas e o silêncio foi rompido, sendo garantida hoje a liberdade de expressão em nossa Constituição Federal (Artigo 5ª, Inciso IV), onde se assegura a dita cuja, vedando somente o anonimato. Né?
A internet, essa mágica teia que uniu pessoas de diversas nacionalidades e tendências, deu voz a todos que sentem vontade de expressar seus pensamentos – e não estão em posição de poder (seja esse poder a mídia convencional, o palanque ou o comando de uma empresa). E diversos estranhos personagens são observados, aplaudidos ou detonados na internet, transformando às vezes pessoas comuns nos profetas do Século XXI (por mais asneiras que comumente podemos encontrar).
Aí vai um ser invisível como a minha pessoa ler textos desses grandes pensadores. Aí vai um ser desprezível como eu discordar da opinião desse grande letrado… Dá-lhe pedra na atrevida!
Parece exagero, mas, como sou explicadinha (e isso é assunto pra outro texto que já estou escrevendo aqui) vou exemplificar:
Um belo dia, três jovens rapazes resolvem criar uma inocente brincadeira no twitter (meu vício atual). Convidam suas seguidoras para trocarem seus avatares com seus sorrisos quase sinceros por fotos de lingerie, apenas por um dia. Estava criado o #lingerieday. Claro que muita gente aplaudiu. É evidente que alguns desavisados acharam a ideia ridícula. Mas, dentre as cabecinhas envolvidas, surgiram vozes interessantes que, aproveitando o momento, escreveram posts muito bacanas sobre o tema. (Quem tiver curiosidade, indico os textos da Judacoregio, da Marjorie e do Roney, além desse texto do gravz).
Entusiasmada com o debate, expus, feliz e saltitante, o meu ponto de vista em um dos blogs. (do Roney). E ponto! Até que minha grande amiga @lorimeyers, chateada com o assunto, contou-me que uma das blogueiras (que se posicionou contrária à brincadeira) tinha sido ameaçada de estupro. Fiquei completamente chocada (até porque esse é um assunto que me perturba muito) e comecei a investigar.
Não foi necessário ir muito longe. Os comentários nos posts sobre o famigerado dia mostravam claramente. O que poderia ser um debate saudável, trazendo à tona diversos medos e preconceitos que vivemos diariamente nesse país machista e dissimulado (também assunto pra outro post), se transformou numa guerra, onde quem era “contra” provavelmente se enquadrava nos termos “mal comida”, “gorda”, “feminazi”, “bigoduda” (esse para mim foi o mais engraçado, sem dúvida), enquanto os que estavam a favor eram “machistas”, “vadias”, “porcos chauvinistas” (e esse é mais velho que minha avó que já foi para o céu).
O dia passou e, os meninos, para mostrarem que a brincadeira era realmente algo sem cunho ofensivo estimularam os homens a também participarem, colocando em seus avatares fotos dos próprios de cuecas e todos se divertiram. Ponto?
Não, não foi ponto. Tive uma infeliz discussão com meu amigo @gravz por um tweet dele que interpretei mal (e que o deixou muito zangado), e, durante meses, observei no microblog piadas cretinas sobre feminazis e seus pêlos (sei que pêlos não tem mais acento, mas não concordo e pronto, os meus têm, ok?) .
O auge, para mim, foi o post do @gravz após o triste episódio ocorrido na Uniban com a estudante Geisy, onde a jovem foi humilhada e ameaçada de estupro (olha meu pavor aí de novo) por usar um microvestido. Meu amigo resolve escrever um texto (aqui) onde diz que as feminazis que defenderam a estudante eram contraditórias. E eu não sabia se ria ou chorava disso. Como sou teimosa igual a uma mula, mesmo sabendo que levaria pedrada, pacientemente fui lá e coloquei meu ponto de vista.
E não consegui, obviamente, mostrar o que para mim estava claro – que posso não concordar com alguém sair quase pelado na rua ou na internet, mas ninguém, ninguém tem o direito de humilhar ou ameaçar esse(a) desavisado (a)pela escolha que fez.
Outro #lingerieday ocorreu. E, cansada dessa história que já tinha rendido mais do que deveria, calei-me. Quando minha timeline começou a encher de fotos de cuecas e calcinhas, fiz o que achei melhor – dei unfollow nos amigos – avisando de antemão que o faria, para depois voltar a segui-los (quem não entendeu os termos twitteiros, pode ler o tutorial do twitter aqui )
Ao final do dia, voltei a seguir meus amigos, mas com uma sensação incômoda de ter me sentido amordaçada. Acabei tendo um debate interessante com a amiga – @glauciacarvalho – no twitter e claro, como não poderia deixar de faltar, com o @gravz, após um novo post dele a respeito do assunto (tá, sei que eu não emendo…).
Este post gigantesco teve como objetivo trazer três conclusões sobre o assunto:
- Se você tiver uma opinião diferente da maioria, vai levar pedrada. Ao invés de argumentos, atacarão sua pessoa, seus filhos, sua mãe e o que for mais caro para você. Na guerra da liberdade de expressão, vale tudo. Mesmo que esse “tudo” mostre claramente a ausência de argumentos de quem não sabe se manter no campo das idéias. (O nome disso é falácia).
- As pessoas esqueceram da frase que me era recitada todos os dias – “sua liberdade termina onde começa a do próximo” e acreditam realmente que têm o direito de falar ou fazer qualquer coisa que sentirem vontade, mesmo que isso prejudique outras pessoas.
- A liberdade de expressão, tal qual é concebida, não existe.
É isso aí. E vamo que vamo…
Bjs,
Dri Torres
P.S. Desculpem pelo texto longo. Mas acostumem com isso. Ou não. Vocês tem a liberdade de clicar no x lá no lado direito…






Texto muito bom, parabéns pela excelente argumentação.
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Adriana Torres Reply:
March 16th, 2010 at 3:23 pm
Obrigada mocinha!
Abraço
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Parabéns pelo belo site, é bastante abrangente e parece refletir um pouco da criadora. Li alguns tópicos que achei mais chamativos e voltarei a ele mais tarde, afinal um caleidoscópio muda conforme o olhamos. Continue assim que todos precisamos de pessoas desprendidas e amáveis como você, o sucesso será inevitável. Abs Lafa
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Adriana Torres Reply:
March 16th, 2010 at 3:22 pm
Obrigada pelo carinho, espero que volte mais vezes e que possa, com seus comentários, me ajudar a melhorá-lo cada vez mais!
Abrs
Adriana
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Mamiiiis Vida longa ao site !!! parabéns pela iniciativa de termos mais um canal de comunicação.
e começou bem hem, com esse belo texto sobre liberdade de expressão…
“liberdade essa palavra que o sonho humano alimenta…”
bjooos mamis… votarei sempre
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Adriana Torres Reply:
March 17th, 2010 at 4:30 pm
Oh filhote! Valeu demais! Venha comentar sempre, tá? Você sabe que adoro o que escreve…
E mande notícias do IGS pra eu postar aqui!
Bjs
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Eu fico deveras preocupado com minha inteligência, acho que não tenho. Gostaria de saber qual liberdade de expressão temos no pais hoje. Mataram dois prefeitos de grandes cidades, e não houve questionamentos incisivos por parte da imprensa, e nem processo para condenação dos “réus”. Não tenho nenhuma segurança para sair às ruas,não tenho uma escola pública para estudo de meus filhos. Não conseguirei nunca ter 2,3 ou várias aposentadorias como nossos governantes democráticos. Morrem dezenas de crianças e adultos sem assistência médica em portas de hospitais,mas o presidente lançou o fome zero. Por acaso, Adriana Torres você mora no Brasil??????? Lhe digo que as pessoas comuns, não políticos e outros afins vivem uma vida desgraçada nesse pais. Melhor seria não ter cérebro, como a maioria.
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Adriana Torres Reply:
April 2nd, 2010 at 1:21 pm
Paulo,
Opa,opa, opa… acho que você confundiu algo, não?
você leu meu texto ou somente o título?
A liberdade de expressão é sim garantida pela Constituição Federal. Porém o FOCO do meu texto é relativo a falsa liberdade que temos em expressar nossas opiniões, seja nesse país, seja em qualquer lugar do mundo. Podemos expressá-la, DESDE que ela esteja de acordo com o que pensa os maiorais.
Quando eu reclamo de projetos do Governo Lula, da ausência de uma política ambiental satisfatória, do populismo exacerbado e do falar mais que faz, levo pedrada dos petistas sofistas. (não todos, ok? Tenho uma linda amiga petista que consegue debater no campo das ideias, ao invés de baixar para ataques pessoais como fazem a maioria). Ao invés de argumentarem com fatos, me chamam de burguesa elitista. (E, se lerem meu conto sobre a Rainha, vão falar mais ainda…rs)
Quando eu reclamo da objetificação feminina, me chamam de retrógada, feminista, mal comida e mal amada.
Quando eu defendo minha crença no espiritismo, sou chamada de ignorante, seja por ateístas, seja por outros religiosos (e nesse caso, sou a candidata ideal para queimar no inferno).
Acredito que você não percebeu a ironia contida no título do meu texto. O que eu quis dizer foi: se você pensa diferente dos que hoje são aclamados (seja no poder público, seja na internet, seja em qualquer esfera) você não tem o direito de se expressar. E retiram seu direito da forma mais vil: fugindo do debate sério e partindo para uma infinidade de ofensas que em nada acrescentam.
Por favor, leia o texto com calma, ok?
Abrs
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PAULO ROBERTO Reply:
April 2nd, 2010 at 2:22 pm
Desculpe-me, realmente não havia lido o seu texto completamente. Lendo a sua resposta vejo que enganei-me . Digo-lhe que hoje o Brasil se tornou o mais arbitrário e corrupto de todos os tempos, aniquilou com a inteligência, e se tornou um país de pessoas hipócritas e mal educados. Estamos vivendo com pessoas que não processam as informações, jogadas pelas redes de comunicação e suas casas. Tudo que dizem é tido como verdadeiro, não podemos mais discordarmos de nada. Parabéns.
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Completando, eu lhe indago. Que liberdade pode ter um pais que não puniu até essa data, a morte de dois prefeitos de cidades expressivas do pais? Isso é muito pior que Ditadura Militar, afinal de contas naquela época os dois lados estavam armados.
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Adriana Torres Reply:
April 3rd, 2010 at 8:33 pm
Paulo, Tem muita coisa errada no país. Seu exemplo é um entre inúmeros. Semana que vem farei um pequeno post desabafo como seu comentário. Só posso dizer que nós, sociedade, temos culpa no cartório. Não cobramos, fechamos os olhos para barbaridades que acontecem diariamente e, pior, pensamos apenas em nós mesmos. Basta enxergamos que podemos ganhar algo momentaneamente e preferimos fechar os olhos para o que existe de ruim.
Não acho que estamos pior que na Ditadura Militar. Mas estamos bem longe do que precisamos ser, para declaramos em alto e bom som que vivemos em um país realmente democrático. Essa construção é minha, sua, de todos os brasileiros. Vamos ver se paramos de agir como vacas de presépio e passamos a ditar as normas, né?
Abrs e obrigada pela visita!
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PAULO ROBERTO Reply:
April 3rd, 2010 at 9:36 pm
Adriana, obrigado pelas respostas. Digo-lhe que nunca fui cego e jamais acomodei-me com a situação. Permita-me dizer-lhe, que nunca fechei os olhos, para as mazelas que rotineiramente deflagram em nosso país. Gostaria de poder estar em um canal aberto com os melhores pseudo jornalistas dessa nação, bem no centro. Para que na minha simplicidade, pudesse perguntar-lhes, onde se encontra a liberdade, tão por ele pro- clamada. Brigo todos os dias, para alcançar meus direitos, porém observo a falta de atitudes dos que me observam. Estou sempre passando emails tentando abrir a mente de muitos amigos, mas não vejo muita indignação. Vamos caminhando querida. Não vou mais ser chato contigo, afinal de contas voce tem outros pacientes para atender!!!!!!! Obrigado.
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Adriana Torres Reply:
April 3rd, 2010 at 9:55 pm
Oi Paulo, por favor, não veja minhas palavras como críticas direcionadas. Eu falo nós (e opa, me coloco no meio) por que, no dia a dia, é como a maioria age. Acredito, pelo seu tom inflamado desde o primeiro post, que alguém que busca mudar o mundo, à sua maneira, como eu. Não sei de qual cidade é, mas se posso dar uma pequena sugestão é que busque se engajar em movimentos sociais de sua própria cidade. Existem também pessoas preocupadas, como você, em alterar o atual cenário que vivemos. E, nada melhor que juntar essas forças e direcioná-las para um objetivo comum!
E volte sempre, seja aqui no site, seja em outras mídias sociais. Será um prazer debater com você para tentarmos construir um futuro melhor!
Abraço
Oi Adriana!
Comecei a segui-la no twitter depois de me inscrever para a próxima edição do Quinta Digital, em BH. Gostei muito desse seu post, também sempre reflito sobre isso e fico pensando antes de publicar qualquer coisa se não estou dando oportunidade para que os outros me critiquem gratuitamente, só porque nem sempre concordo com “a maioria”.
Parabéns pelo texto e pelo blog!
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Verônica Soares Reply:
July 27th, 2010 at 8:20 pm
Na verdade, o problema não é “criticar”, mas é partir para a ignorância, basear argumentos em preconceitos, como você tão bem falou.
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Adriana Torres Reply:
July 28th, 2010 at 6:16 pm
É isso aí!
Abrs
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Adriana Torres Reply:
July 28th, 2010 at 6:16 pm
Oi Verônica,
Valeu pelo comentário! É isso aí, estamos hoje vivendo uma fase cada vez mais tribalista. Ou siga os bons ou você não é um deles e, portanto, faz parte da turminha dos chatos, ignorantes, malas, etc.
Eu amo um debate sadio. Onde as pessoas colocam seus argumentos, trocam ideias, etc. Mas alguns acham que cada debate é, na verdade, uma competição. E, para “ganhar”, utilizam ataques pessoais. E isso mostra a sabedoria da velha frase : “apelou, perdeu”.
Quem não consegue argumentar e usa ataques pessoais para “vencer” a argumentação, mostra que não está na vida para aprender e sim, para valer seu ponto de vista, por mais torpe que seja. E isso acontece na maioria das vezes em relação as ideias que são aprovadas pela maioria. E sabe pq? Pq muitos aprovam sem nem saber qual o motivo, só pra seguir a tchurma, pra ser legal. E assim, não tendo uma contestação sólida, descambam para a baixaria…
Vou lá correndo conhecer seu blog!
Abrs – e te vejo no Quinta!
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Essa sensação de amordaçamento… você não acha que, ao dar unfollow em todo mundo que participou do evento, também não os “amordaçou”? O #lingerieday se converteu num evento comportamental (cultural, talvez?), se negar a ver é quase tão estranho quanto falar “vou dar unfollow em todo mundo que falar do carnaval”.
Veja bem, você pode ter seus argumentos contra ou a favor de alguma coisa. Mas falar para amigos (ou apenas pessoas que você segue, por achar relevante) que vai ignorar o que eles dizem por um dia, só porque eles colocaram uma foto minúscula de lingerie num canto de uma página na internet, só porque eles demonstraram apoio a um fato social que você não concorda, pra mim isso é bem próximo de colocar os fãs da lingerie na categoria das “pessoas invisíveis”, como os ateus, homossexuais, etc.
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Adriana Torres Reply:
July 28th, 2010 at 6:27 pm
Helio,
Obrigada pelo comentário!
Se as pessoas debatessem da forma sadia como você postou aqui, eu jamais daria unfollow nesse que vc chama de “evento comportamental”. Mas, infelizmente, como eu disse no post, ofensas pessoais e gratuitas eu não tolero. Então, para evitar isso, a forma que encontrei para me expressar foi essa. Eu gostaria de postar argumentos. Falar de como esse culto ao corpo aumenta as estatísticas de violência sexual, de como o turismo sexual e outras cositas más crescem com esse comportamento brasileiro… Gostaria até de ter a coragem de contar minhas experiências pessoais, das dezenas de assédio sexual e coisas piores, dos problemas profissionais que já passei por ser considerada “carne de açougue”. Mas eu não posso né? Veja bem, uma jovem que falou isso foi ameaçada de estupro via DM!
Ruim ter que dar unfollow, concordo. Não gosto nem um pouco, acredite. Mas, se é a única forma que eu tenho de expressar minha opinião – sem ofender ninguém, pois odeio isso, é a que utilizarei (apesar que hoje passei o dia todo fora e mal vi minha timeline, então ainda não me senti incomodada pelas calcinhas alheias…rs)
E olha que legal: as pessoas tem o direito total de não concordarem comigo e me darem unfollow de volta!
Não espero que todos concordem comigo. E nem quero!
Abraço,
Adriana
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