“Eu sei,
jogos de amor são pra se jogar
Ah por favor não vem me explicar
O que eu já sei e o que eu não sei”
(Paralamas do Sucesso)
Não sei jogar. Isso é fato. Aliás, na página “viajando na maionese“ falo a respeito, eu perdia até jogos de paciência!
Acredito que fui uma das poucas vendedoras no mundo que conseguia um bom resultado simplesmente dizendo a verdade. Não sei blefar, odeio enganar o outro e basta olhar para mim para saber exatamente o que estou sentindo.
Algumas pessoas se assustam com meu excesso de sinceridade. Principalmente no campo amoroso. Se eu conheço alguém e, esse alguém, desperta em mim aquele desejo de algo mais, eu não vou entrar nessa de “jogos de amor” tão comuns entre os mortais. Ou quero, ou não quero. Simples assim!
E é exatamente aí que eu me frustro. Porque a maioria das pessoas adora aquela velha história de “quanto mais difícil, mais gostoso”. Quando digo sim, feliz e sinceramente, parece que perco meu charme na hora. Se digo não, é interpretado como um talvez (porque só interpretam o não? E o sim, fica como é ?) e haja paciência para aguentar a insistência…
Claro que eu posso mudar de ideia. Sentimentos evoluem e modificam todos os dias. Eu não sou a mesma de ontem e não serei a mesma amanhã, como meus sentimentos permanecerão os mesmos? Mas, se naquele momento eu disse sim ou não, corresponde ao que sinto – e seria tão mais fácil se essa minha total e absoluta verdade fosse encarada como algo natural!
Você pode dizer: “ah, mas o gostoso está no jogar, em não saber, na conquista…” sim, a conquista é legal, mas, quando se chega em uma certa idade, o que buscamos é aproveitar cada minuto do sentimento descoberto, o encontrar das mãos, o conhecer o outro, o despertar do desejo e sua manifestação em diversas formas.
“Eu me divirto com o desejo, não com o desprezo”, disse uma vez meu grande amigo @vtdiniz quando trocávamos filosofias de buteco sobre o mesmo tema no msn. Assino embaixo! Nada mais delicioso que se sentir especial para alguém. E isso pode inclusive reverter o jogo! Humm… e voltamos a essa maldita palavra. O jogo!
Sim, jogos de amor são para se jogar. Mas de forma limpa, consciente e sem blefes, ok?
P.S Esse #mimimi todo de sexta feira a noite me lembrou de um dos meus poemas preferidos, eternizado na voz de Maria Bethania (assista o vídeo aqui):
(Fauzi Arap)
Eu vou te contar que você não me conhece E eu tenho que gritar isso Porque você está surdo e não me ouve A sedução me escraviza a você Ao fim de tudo você permanece comigo Mas preso ao que eu criei e não a mim E quanto mais falo sobre a verdade inteira Um abismo maior nos separa Você não tem um nome, eu tenho Você é um rosto na multidão E eu sou o centro das atenções Mas há mentira na aparência do que eu sou E há mentira na aparência do que você é Porque eu não sou o meu nome E você não é ninguém O jogo perigoso que eu pratico aqui Busca chegar no limite possível de aproximação Através da aceitação da distância e do reconhecimento dela Entre eu e você Existe a notícia que nos separa Eu quero que você me veja nu Eu me dispo da notícia E a minha nudez parada Te denuncia e te espelha Eu me delato Tu me relatas Eu nos acuso e confesso por nós Assim me livro das palavras Com a as quais você me veste.
rest of us



















Como eu faço para acompanhar seu blogg amada??? Amei e gostaria demais de postar minha ( um pedacinho) autobiografia desastrosa amorosa:)
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Adriana Torres Reply:
April 26th, 2010 at 9:40 am
Oi Vivi!
Amiga, acho que todas temos histórias no mínimo hilárias pra contar, né?
Sem querer ser convencida, mas mulheres como nós, que sabem o que querem, vão sempre assustar os machos de plantão!
Assine o feed na primeira página! E mande para mim via email, será uma honra publicar algo seu. Mas, como é blog, provavelmente terei que fazer a historia de vivi – parte I, parte II, parte III…. hehehehehe
Bjs!
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