… para o almoço, para o lanche, para o café da manhã… Retomando o último post sobre relacionamento, posso dizer que também aprendi nesses meses como a gastronomia pode ser um tempero mais que especial para esquentar o jogo. Entre aventuras culinárias descobri um jeito muito divertido, gostoso e, ao mesmo tempo sensual de curtir momentos românticos.
Como eu disse, o romantismo faz parte de mim. Adoro músicas do estilo samba-canção, bolero e uma infinidade de outras “dor-de-cotovelo”. Minha mãe dizia que eu nasci na época errada. Nessas horas, eu sempre me imaginava sentada numa mesa do bar, ao lado de Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran ou Dalva de Oliveira, bebendo e cantando as amarguras de um amor impossível. (Aprendi a cantar essas músicas com menos de 7 anos!)
Devorava contos de fada na infância e chorava (choro ainda né?) horrores em filmes sobre o amor, estranho amor. Ok, eu chorei quando vi o pai do Rei Leão morrer, então meu choro não conta. Mas sempre gostei de flores, de bombons (dica: recheados não, faz favor! Só serve ao leite tá?) e de frases de efeito. Sou dramática. E a vida pode não ser um filme (e ninguém veio ao meu quarto quando escureceu), mas sempre me senti uma heroína desconsolada, uma gata borralheira nos dias de TPM ou a Cinderela em dias de alto astral!
Mais uma vez, a Adriana cheia de regras (como me chamava um velho amigo) já sabia de antemão como eram os encontros perfeitos. Em minha imaginação fértil, eles aconteciam à luz de velas, em algum restaurante acolhedor, talvez até em um hotel fazenda num recanto de minhas Minas Gerais. E, foi com surpresa que vivenciei, feliz, encontros mais que deliciosos cortando cebolas, alhos e cheiro verde ao preparar um jantar diferente para o meu bem. Em contra partida, amava sentar pacientemente na cozinha do seu apartamento, com uma taça de vinho na mão (vai lá, antes que ele me corrija, era copo de água normal mesmo, pois ele não tinha taças) e vê-lo manejar com maestria panelas, condimentos e receitas fantásticas, sempre com seu excelente bom gosto e uma pitada do seu estilo, tão particular. Fettuccine ao molho funghi, picanha na cerveja, strogonoff de filé… hummm…
Foram momentos inesquecíveis para nós. E, por favor, nada de feminismo ou machismo na história. Eu e ele nos revezávamos no papel do cozinheiro para proporcionar um ao outro o prazer de ser, hora expectador, outra hora ator principal. Sem grandes preocupações com nossa condição homem – mulher; mas sim com o enorme desejo de termos mais uma noite deliciosa juntos.
Claro que temos várias outras lembranças de nós dois. Saída com amigos, Meg (minha vira-lata) impedindo noites sensuais, eu apelando por causa de futebol e ele me zoando… (essa parte não é uma boa lembrança. Mesmo!). Mas os jantares ficarão marcados como um símbolo do que tivemos!
Quando penso em novos relacionamentos que, com certeza irão surgir, fico triste ao imaginar que essa “troca” possa não ocorrer mais (afinal, nem todo mundo é chef). Ao mesmo tempo, me permito uma certa curiosidade pelo futuro. Qual será a novidade dessa vez? A próxima regra a quebrar? Adoro novas receitas. Mesmo fora da cozinha!
Como brinde de sexta-feira, publico aqui minha receita secreta e especial para agradar quem gosta de uma boa massa:
Goela de Pato La Adriana Torres
Ingredientes:
½ pacote de Macarrão Rigattoni 250 grs de queijo prato e queijo mussarela ralados (peça na padaria já ralado, para facilitar, em torno de 125 grs de cada) Salsinha e cebolinha picados (uso cerca de um terço de um molho da cebolinha e meio da salsinha, usando só as folhas da última, ok?)
Molho de Tomate especial: ½ quilo de tomates bem maduros, ferventados, sem semente e sem a casca (no caso da falta de tempo, pode substituir por uma lata de tomati pellati) cortados em cubos ½ pacote de molho de tomate pronto (hoje uso muito o Predilecta, mas pode usar o Pomarola mesmo) 2 dentes de alho amassados ½ cebola cortada fina ou ralada Azeite Sal, pimenta e molho inglês a gosto e uma pitada de açúcar
Preparo: Coloque dois litros de água para ferver. Enquanto isso, deixe misturado numa vasilha os queijos (ralados), a salsinha e a cebolinha (cortadinhas né?). Em outra panela, jogue dois fios de azeite e a cebola – no caso dela cortada em tiras, assim que ficar transparente jogue o alho, o sal, a pimenta e o molho inglês. Imediatamente coloque o tomate e refogue. Assim que ferver, jogue o molho de tomate e em torno de 400 ml de água. Deixe ferver novamente, em fogo baixo, mexendo de vez em quando e experimentando para ver se precisa corrigir o tempero. Coloque uma pitada de açucar. Desligue quando o molho estiver consistente (mas não demais, pois ainda irá ao forno!).
Na panela de água fervente, jogue um fio de óleo e uma colher pequena de sal. Coloque o macarrão e observe o tempo de cozimento do fabricante para que ele fique al dente, mexendo de vez em quando para não grudar um no outro. Escorra o macarrão, jogue um pouco de água fria para parar o cozimento e reserve.
Em um refratário, coloque um pouco do molho vermelho para cobrir o fundo (aí vem a parte dolorosa) e preencha os macarrões UM A UM com a mistura de queijos e cheiro verde que você preparou. Não exagere, coloque uma quantia razoável, sem encher. A quantidade indicada nos ingredientes deverá servir para encher todos os macarrões e ainda sobrar para espalhar por cima. Jogue o restante do molho (que deverá cobrir toda a massa) e leve ao forno (previamente ligado na temperatura média-alta por 10 minutos) até o queijo derreter e o molhor ferver (isso demora cerca de vinte minutos).
Olha que lindo fica…fiz ontem! E é DELICIOSO!
P.S. Sobre temperos, uma dica. Menos é mais. Melhor colocar pouco e ir corrigindo do que o contrário!
P.S. 2 Se quiser fazer o molho totalmente caseiro, basta retirar o molho pronto da receita e, ao invés de 1/2 quilo de tomates, utilizar 2 quilos. Uma dica – os tomates italianos (aqueles compridos) são os melhores para isso!





Eu sei fazer arroz, feijão, fritar ovo e fazer salada. Vou aprender a cozinhar igual a você! hahaha!
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Adriana Torres Reply:
March 26th, 2010 at 11:39 am
Dante,
o segredo de um bom chef, em minha modesta opinião, é se preocupar com detalhes que outros deixam passar batido. Por exemplo, fazer arroz, feijão, ovo frito e salada tem seus segredos. Arroz – tempero certo, água na quantidade exata, de vez em quando usar um açafrão, uma cebolinha… Feijão – eu adoro feijão gordo (com bacon e linguiça) e caldo grosso! Ovo – gosto de ovo com gema mole e a clara um pouco tostada… Salada – tempero bem feito me faz comer folhas. E misturar queijo e frutas na salada é tudo de bom!
Se eu não der certo como consultora de marketing, vou dar aulas de cozinha, xá comigo!
Bjs
Dri
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Noooooossa, que delícia! Aguei agora
Adorei a receita!
Bom saber que você cozinha bem, iremos trocar umas receitinhas…
Ótimo post! Bjos!
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Adriana Torres Reply:
March 26th, 2010 at 11:44 am
Valeu Marina! Adoro cozinhar mesmo! E vamos trocar receitas sim, bão demais da conta!
Mulher independente tem que saber se virar nos trinta!
Bjs Dri
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Vc sabe que eu tb adorava quando ele ia pra cozinha? Claro que de um jeito diferente né – minhas intenções eram só encher a barriga mesmo, e como enchia! Hahahahaha… Aprendi uns truques bons tb, apesar de ainda ser uma completa negação com as panelas.
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Adriana Torres Reply:
April 1st, 2010 at 12:12 am
Que tal fazermos uns jantares aqui em casa hein? Te ensino uns truques tb… hehehehe
Bjs
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